"Esperei com paciência no SENHOR, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor.
Tirou-me dum lago horrível, dum charco de lodo, pós os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos.
E pós um novo cântico na minha boca, um hino ao nosso Deus; muitos o verão, e temerão, e confiaräo no SENHOR. Bem-aventurado o homem que põe no SENHOR a sua confiança, e que näo respeita os soberbos nem os que se desviam para a mentira". [Salmos 40: 1-4]
Estes versículos esta semana me levaram a um momento de meditação intensa. Uma meditação que dura por dias, mesmo que eu estivesse estudando, cantando, tomando banho eu ainda pensava e meditava neles.
Vemos que o primeiro versículo nos fala da paciência que devemos ter com o tempo do SENHOR, não é um tempo como o nosso. E o que mais me chamou atenção neste versículo e em todo o resto é a continuação do versículo um: " e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor". Vemos que o Senhor se inclinou para Davi apenas quando ele clamou.
Fui ao dicionário olhar a definição de clamar. Lá dizia que clamar é proferir em altas vozes,gritar, implorar, suplicar e exorar. Lembrei que estamos acostumados a ouvir o texto de Mateus 7:7 onde Jesus fala que quando pedirmos ele nos dará. Eu acho o que este versículo se tornou tão famoso entre nós pelo motivo de interpreta-lo errado. Este pedir vem do grego κραυγή ( klëmor) que tem como sinônimo a palavra clamor. Então analisei bem os dois versículos e pude concluir que o Senhor só irá se inclinar para nós quando tornarmos o nosso pedido um clamor, quando nos prostrarmos na presença dele chorando, suplicando, gritando, exorando com todas as nossas forças, tornando o coração emoção, trazendo todo o nosso Espírito na presença de Deus, depositando nele a nossa confiança e fazendo visível a nossa necessidade.
Sei que tudo isto é algo meio obvio, mas para mim foi uma revelação que estremeceu por dentro e pude ver o quanto eu preciso aprender a clamar.
Muitas vezes não clamamos porque ainda há dentro de nós uma dúvida, dúvida está que nos faz pensar na existência de Deus. Porque qual seria a moral de clamar para um Deus inexistente? Esta é a pergunta que existe no nosso pensamento e que nos faz não clamar à Deus.
Deus ensina-me a clamar com todo o meu coração, com toda a minha força, com todo o meu coração. Faz inexistente qualquer dúvida de tua existência. Me faz crer que tu é um Deus real e que não preciso me envergonhar para clamar a ti.

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